Sobre mim

Eu sou o Marcelo, paulistano, casado, ex-programador, vivendo fora do Brasil desde maio/2007.
Me considero um obsecado pela LIBERDADE e tudo que ela representa à nossa curta passagem por esse mundo.

Bom, eu acredito que a minha história fica mais interessante se contada de trás para frente, então vamos lá…

Era tudo ilusão???

Era meados de dezembro/2015, em pleno inverno canadense, o termômetro marcava −10 graus em Laval-QC quando o meu celular tocou:
Bonjour! Comment allez-vous?”. Era o gerente do banco.

A mensagem principal era que, se não quitássemos as 3 parcelas atrasadas da hipoteca do apartamento, seríamos despejados em 15 dias. Na prática, nossas coisas iriam parar na neve e a previsão para o início de janeiro/2016 (o dia do despejo) era de céu azul com −22 °C.

Com 34 anos, eu já morava no Canadá há 8 anos, falava inglês e francês, trabalhava com TI em um país rico e desenvolvido, ganhava bem (para o meu padrão) e achava que tinha “vencido na vida” ao financiar um apartamento recém-construído de alto padrão, cheio de comodidades que nunca tínhamos tido até então.

Naquele ano, eu tinha investido (perdido) dinheiro para começar um negócio online que não estava dando certo e a minha esposa também havia perdido seu emprego. Meu salário de analista programador não era o suficiente para suportar os gastos acumulados após vários anos de imbecilidade financeira.

Durante aquela chamada, com o celular na mão, a ficha caiu: eu era apenas um escravo bem pago pelo sistema, a um passo de perder tudo. Mas isso acabou sendo um divisor de águas em nossas vidas, mal sabíamos que depois daquele episódio a nossa atitude mudaria da água para o vinho.

Bom, essa história vai longe, contarei mais detalhes em outro artigo no futuro.

Agora vamos contar a história desde o começo para você entender o contexto…

O começo de tudo: da vida boa em SP para as dificuldades no Canadá

A nossa vida em SP era boa, aproveitávamos a vida de recém casados, vivíamos em um bairro central da cidade, razoavelmente seguro e guardávamos um bom dinheiro.

Já tínhamos o plano de viver um tempo no exterior desde que nos conhecemos, mas após os atentados do PCC à capital paulista em maio de 2006, percebemos que aquele era realmente o momento de sair do Brasil para fugir da selvageria de uma sociedade doente e decadente.

A partir de maio de 2007, o começo da nossa jornada em Laval foi “bem embaçada”. Profissionalmente, eu me senti dando vários passos para trás. Eu já era um analista programador experiente em São Paulo, mas meu primeiro emprego no Canadá foi em uma startup, meu chefe era um jovem recém-formado.

Comecei ganhando uns 1.700 dólares por mês. Convertendo as moedas, isso dava menos da metade do meu último salário no Brasil. E para piorar, o nosso custo de vida era quase o dobro do que tínhamos em São Paulo.
Resultado, éramos pobres no Canadá.

Você se lembra da crise de 2008? Ela afetou diretamente o Canadá.
Meus 3 primeiros empregos por lá, duraram pouco tempo. As empresas que me contratavam, logo abriam falência por falta de investimentos durante a crise.
A nossa salvação de curto prazo foi a reserva financeira acumulada no Brasil.

Entre 2008 e 2016, a nossa vida foi basicamente a mesma de milhões de brasileiros expatriados que lutam para conquistar, mas acabam sempre correndo atrás do próprio rabo. Se trata de um ciclo vicioso de “ganha bem e gasta bem”, mas sem perspectiva de viver com liberdade de verdade.

Mesmo sem admitir, os brasileiros que moram no exterior entendem que são escravos de luxo com algemas de ouro, mas vivendo com segurança (ou não) fora do Brasil.

Apesar de eu sempre ter sido um escravo de luxo, alguma coisa sempre me motivou a encontrar uma forma de quebrar as tais “algemas de ouro”. E essa motivação foi o combustível do processo que nos libertaria mais tarde.

Deixe-me voltar um pouco mais ao passado, antes do meu casamento…

1% menos burro a cada dia!

Desde 2003 sempre fui muito curioso sobre bolsa de valores e por gostar muito de ler, comprei alguns livros sobre análise técnica/gráfica e abri uma conta na antiga plataforma Itautrade do Banco Itaú.

Com essa conta aberta, comecei a fazer pequenas compras e vendas de ações, mas nunca conseguia ter lucros, sempre perdia. Foi assim nos primeiros anos, só perdas.
Mais tarde, em 2008 (já no Canadá e desempregado), resolvi me tornar um “trader” para viver de bolsa.

Estudei técnicas e setups de trading, comprei um curso online e como resultado, durante a crise de 2008, perdi quase tudo que tínhamos juntado durante 4 anos de trabalho.

Já em 2009, quando comecei a trabalhar em uma empresa decente em Montreal-QC, recomecei a guardar dinheiro para investir. Mas dessa vez, eu já estava calejado e nos 4 anos subsequentes, apesar de não ter ganhado nada na bolsa, minhas compras e vendas também não deram perdas. Sem perceber, eu havia me tornado ótimo em gerenciamento de risco.

O próximo passo foi bem natural, em 2013 eu decidi investir somente na bolsa americana, com foco no longo prazo e com boa gestão de risco. E foi a partir do “quase despejo” em 2015/2016, que elaborei um plano bem detalhado para reorganizarmos nossa vida financeira a fim de viabilizar nossos planos e sonhos.

Encurtando a história…

Em agosto de 2020 (em plena pandemia), após 4 anos investindo com estratégia, disciplina e seriedade, aos 38 e 39 anos, fizemos nossa mudança para a Espanha com a nossa calopsita, através de um visto para investidores. Foi o início da nossa liberdade geográfica e de tempo, uma nova fase da nossa vida focada em morar e viajar sem restrições, isso é, LIBERDADE de verdade.

Hoje me sinto capaz de ensinar, ajudar e falar sobre como brasileiros que vivem no exterior podem conquistar sua LIBERDADE REAL ao se aposentarem por conta própria, com organização, planejamento e disciplina.

Espero que minha experiência e meus artigos por aqui sejam úteis para que você se inspire, se organize e conquiste sua liberdade financeira, geográfica e de tempo.

Um grande abraço,

Marcelo - Expatriado Livre
Marcelo – ExpatriadoLivre.com